quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Vereadora Lourdes defende prazo da Lei das Carroças e pede auditoria no programa Todos Somos Porto Alegre e a substituição do secretário Busatto

Foto: Matheus Piccini/CMPA
A vereadora Lourdes Sprenger (PMDB) defendeu incisivamente nessa quinta-feira (25) que não seja prorrogado o prazo da Lei das Carroças (que inclui carroceiros e carrinheiros), a realização de auditoria do programa Todos Somos Porto Alegre e a substituição do secretário municipal de Governança Local, Cézar Busatto. “A lei foi criada com inclusão social. Desde o começo, nosso lema sempre foi ‘inclusão social sem sofrimento animal’. Desde 2006 foram realizadas muitas reuniões, com a participação de associações de bairro, entidades dos catadores, ONGs de proteção animal e outros envolvidos como a Polícia Rodoviária e o Batalhão Ambiental. Ninguém pode dizer que não foi ouvido”, destacou a vereadora.

Lourdes defendeu que a falta de inclusão social deve ser tratada administrativamente na Secretaria de Governança, responsável pelo programa, sem a alteração da Lei. Ela sugere ainda que seja realizada uma auditoria no programa Todos Somos Porto Alegre, uma política pública elaborada pela prefeitura para emancipar carroceiros e carrinheiros por meio de novas oportunidades de trabalho. De acordo com a prefeitura, foram investidos R$ 18 milhões de recursos públicos e privados na inserção social dessas pessoas por meio de atividades como cursos profissionalizantes. “Cadê o Busatto? Cadê o ‘Yes we can’? É só discurso? Está até hoje na secretaria e não fez a inclusão. Se tem carrinheiro que não foi incluído, tem que ter auditoria neste programa”, ressaltou. Ela considera que o adiamento da proibição é uma manobra da secretaria, que não teria cumprido a sua parte: “Eu voto contra qualquer manobra, qualquer prorrogação de prazo”

Sobre as críticas de que a Lei das Carroças somente privilegia os animais, a vereadora argumenta que quem defende os animais também defende as pessoas. “É escravagista dizer que puxar carrinho é uma vida digna. Nós temos que capacitar para outras atividades”, disse.